<T->
           A Escola  Nossa
           Histria -- 2a. srie
           Ensino Fundamental

           Rosemeire Aparecida 
           Alves Tavares
           Maria Eugnia Bellusci 
           Cavalcante

<F->
Impresso Braille em 2 partes na diagramao de 28 linhas por 34 caracteres, da 1a. edio, So Paulo, 2006 da editora 
Scipione.
<F+>

           Primeira Parte

           Ministrio da Educao
           Instituto Benjamin Constant
           Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
           22290-240 Rio de Janeiro 
           RJ -- Brasil
           Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --
<p>
          Copyright (C) Rosemeire 
          Aparecida Alves e Maria 
          Eugnia Bellusci 
          Direitos desta edio cedidos  Editora Scipione Ltda.

          Edio: 
          Angelo Bellusci Cavalcante

          Assistncia editorial: 
          Marco Csar Pellegrini

          ISBN 85-262-5331-1-X
          
          Av. Otaviano Alves de Lima, 4.400 6 andar e andar intermedirio ala "B" Freguesia do 
          CEP 02909-900 -- 
          So Paulo -- SP
          Caixa Postal 007
          Divulgao 
          Tel.: (0xx11) 3990-1788

<F->
~,www.scipione.com.br~,
e-mail: ~,scipione@scipione.~
  com.br~,
<F+>
<p>
                               I
<R+>
          Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
          (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Alves, Rosemeire
    Histria, 2a. srie, ensino fundamental / Rosemeire Alves, Maria Eugnia Bellusci. -- So Paulo: Scipione, 2003. -- (Coleo A escola 
   nossa)

     1. Histria (Ensino fundamental) I. Bellusci, Maria 
  Eugnia. II. Ttulo. III. Srie.

03-5057          CDD-372`.89

ndices para catlogo sistem-
  tico:

 1. Histria Ensino fundamental 372`.89
<R->
<P>
ROSEMEIRE APARECIDA ALVES 
  TAVARES

  Licenciada em Letras pela 
 Universidade Estadual de Londrina -- UEL (PR)
  Ps-graduada em Lngua Portuguesa pela UEL (PR)

MARIA EUGNIA BELLUSCI 
  CAVALCANTE

  Licenciada em Histria pela UEL (PR)
<p>
                           III
Por dentro de seu livro

  Ao estudar Histria, voc tem a oportunidade de conhecer um pouco mais de si mesmo, das pessoas com quem se relaciona e do mundo em que vive.
  Pensando nisso, elaboramos este livro. Ele foi produzido com o objetivo de contribuir para que voc adquira novos conhecimentos e se perceba como parte integrante do processo de construo da Histria.
  Esperamos que seu estudo seja o mais agradvel e proveitoso possvel.
  Seu livro de 2 srie  composto de seis unidades, que possuem os seguintes ttulos: Ns, as crianas, O nome que a gente tem, O tempo, O tempo em nossa vida, Vivemos juntos e  hora da escola. E, aps a Unidade 6, tambm so estudados os direitos da criana.
<P>
<R+>
 Nas pginas de abertura, voc encontrar textos, questionamentos e outras propostas de atividades que esto relacionadas ao tema principal da unidade.
 Os contedos de Histria so desenvolvidos de forma a despertar seu interesse. Para isso, em todo o livro, so utilizados diferentes tipos de textos.
 Os questionamentos que acompanham os textos procuram incentivar a anlise e a interpretao dos contedos apresentados e, tambm, a explorao de experincias relacionadas a seu cotidiano.
 Curiosidades e informaes complementares relacionadas a alguns dos contedos desenvolvidos na unidade so apresentadas na seo * bom saber*.
 Em vrios momentos, voc exercitar sua criatividade e trabalhar em grupo com seus colegas.
<P>
                               V
 Nas sees *Atividades* e *Mais atividades*, so propostos exerccios variados e interessantes, que vo auxili-lo na compreenso dos contedos estudados e na elaborao de novos conceitos.
 Em alguns momentos, voc vai debater idias, expressar seu ponto de vista e conhecer a opinio de seus colegas sobre assuntos polmicos relacionados a diversos temas.
 As informaes da seo *Passeando pela histria* foram elaboradas com o objetivo de apresentar diferentes aspectos relacionados ao modo de vida em diferentes pocas.
 Por meio da atividade de *Entrevista*, voc descobrir novas fontes de informao para enriquecer seu conhecimento.
 Em *O tema ...*, voc encontrar informaes sobre os direitos que se encontram registrados na Declarao Universal dos Direitos da Criana. Esse estudo permitir que voc esteja mais informado e consciente de seus direitos e deveres na sociedade.
 No *Glossrio*, so apresentadas as explicaes de algumas palavras e expresses que aparecem no livro indicadas por grifo. 
  Essa  a maneira como seu livro est organizado. Esperamos que ele contribua para seu aprendizado e lhe proporcione uma melhor compreenso da realidade em que voc vive.
<R->

*As autoras*
<P>
                            VII
<F->
Sumrio Geral

Primeira Parte

Unidade 1

Comeando um novo ano :::::: 1 
Relembrando o ano que 
  passou :::::::::::::::::::: 2
A histria  feita de
  fatos ::::::::::::::::::::: 4
Conhecendo outras 
  histrias ::::::::::::::::: 10

Unidade 2

O cotidiano da criana ::::: 18
Atividades do dia-
  -a-dia :::::::::::::::::::: 19
Organizando o seu tempo :::: 28
Passeando pela histria
  O cotidiano de crianas
  no passado :::::::::::::::: 35
<P>
Unidade 3

A vida e a histria 
  da famlia :::::::::::::::: 45
As pessoas da minha
  famlia ::::::::::::::::::: 46
Cada famlia tem sua
  histria :::::::::::::::::: 52
Passeando pela histria
  A famlia em diferentes
  pocas :::::::::::::::::::: 62
A famlia e os objetos 
  do cotidiano :::::::::::::: 65

Unidade 4

O lugar em que vivemos ::::: 74
A rua onde moro :::::::::::: 74
A convivncia entre 
  as pessoas da rua ::::::::: 82
Passeando pela histria
  Brincadeiras de rua
  de ontem e de hoje :::::::: 88
Festas e comemoraes
  na rua :::::::::::::::::::: 91
Nomes de rua ::::::::::::::: 93
<P>
                             IX
Passeando pela histria
  Nomes de rua no 
  passado ::::::::::::::::::: 94
As ruas so modificadas :::: 95
Vivendo nas ruas ::::::::::: 98

Segunda Parte

Unidade 5

A vida no bairro ::::::::::: 103
Assim  o bairro ::::::::::: 104 
O bairro tem histria :::::: 105
A vida no bairro em 
  diferentes pocas ::::::::: 108
Deslocando-se pelas
  ruas do bairro :::::::::::: 116
Os jeitos de morar 
  dos povos ::::::::::::::::: 117

Unidade 6

O trabalho em nosso
  dia-a-dia ::::::::::::::::: 123
O trabalho das pessoas 
  em nossa vida ::::::::::::: 124
<P>
Trabalhadores nas ruas
  do bairro ::::::::::::::::: 127
Outros trabalhadores ::::::: 135
Passeando pela histria
  Trabalhadores do passado
  e do presente ::::::::::::: 138
Falta emprego :::::::::::::: 141

O tema ...
  O trabalho infantil :::::: 146
O trabalho na infncia ::::: 146 
Sonho de criana ::::::::::: 152
Passeando pela histria
  O trabalho infantil no 
  passado ::::::::::::::::::: 155
Combatendo o trabalho
  infantil :::::::::::::::::: 160
A criana e seus
  direitos :::::::::::::::::: 161
Glossrio :::::::::::::::::: 165
Sugestes de leitura ::::::: 172
<F+>

               ::::::::::::::::::::::::
<P>
                             XI
Notas de transcrio:

  Nesta obra, as palavras abaixo
enumeradas tm, sempre, estes
sentidos:
<R+>
1 -- Legenda: texto explicativo
  de: foto, gravura, ilustrao,
  mapa, quadro, etc.
 2 -- Ilustrao: figura usada
  para exemplificar ou reforar
  uma idia ou um texto.
<R->

<11>
<P>
<Thist. escola 2a.>
<T+1>
Unidade 1

Comeando um novo ano

  As frias acabaram e, assim como voc, muitas crianas esto iniciando um novo ano escolar.
  Leia a tirinha a seguir e saiba como uma menina chamada Suri se sentiu ao retornar  escola.

<R+>
Suri volta s aulas e volta para 
  casa depois das aulas!
<R->

<R+>
_`[{prximo do porto de entrada da escola, a me de Suri, puxa a menina que, agarrada a um poste na calada, grita: "No!!!", recusando-se a entrar.
  No segundo quadrinho, a me de Suri, puxa a menina que, 
<P>
  agarrada ao porto da escola, grita: "No!!", recusando-se a sair_`]
<R->

<R+>
Laerte. "Suri". In: *Folhinha/Folha de S. Paulo*, 05/02/2000.

 Como Suri estava se sentindo ao retornar s aulas, antes de entrar na escola?
 Na sua opinio, por que ela estava se sentindo assim?
 Voc acha que a menina gostou da escola? Por qu?
 Como voc se sentiu no primeiro dia de aula deste ano? Conte aos colegas e oua o que eles tm para contar.
<R->

<12>
Relembrando o ano que passou

  No ano passado, muitos fatos aconteceram em sua vida.  possvel que alguns desses acontecimentos tenham ficado registrados em sua memria, como uma viagem, uma festa de aniversrio, um novo amigo que voc conheceu, entre outros fatos.
  Leia o relato feito por uma menina chamada Sofia e conhea um dos acontecimentos ocorridos na vida dela no ano que passou.

  Eu me lembro que no ano passado eu fui em uma fazenda com uma amiga minha e l andei a cavalo.

<R+>
Sofia Assaf Pellegrini, 
  8 anos.
<R->

<R+>
Relato e desenho de Sofia Assaf Pellegrini, 8 anos, em agosto de 2002.
<R->

<R+>
 Procure recordar-se de um fato que tenha marcado sua vida no ano que passou e escreva-o em uma folha de papel. Se possvel, anote tambm quando esse fato aconteceu. 
 Converse com os colegas e apresente a eles a recordao que voc registrou.
<R->

<13>
A histria  feita de fatos

  Voc relembrou um fato ocorrido no ano que passou. Porm existem outros fatos que aconteceram em sua vida h mais tempo.
  Vamos relembrar alguns desses acontecimentos.
<R+>
 Onde e quando voc nasceu?
 Com quantos anos voc comeou a andar?
 Quando voc foi  escola pela primeira vez?
<R->

  J faz alguns anos que esses fatos aconteceram em sua vida, no  mesmo? Esses fatos e muitos outros fazem parte da sua histria.
<R+>
 Cite outros fatos que tambm constituem a histria da sua vida.
<R->

  Todas as pessoas tm uma histria. Leia um texto em que uma senhora de mais de 85 anos chamada Alice conta um pouco da sua histria de vida.
  Nasci em Aparecida do Norte [estado de So Paulo], perto de Guaratinguet. Com trs anos de idade j estava aqui em So Paulo. Meus avs eram de Guaratinguet; s conheci minhas duas avs, materna e paterna.
  Vivi com meus pais at trs anos, depois eles se separaram, fiquei s com minha me. [...]
  Eu no morava numa casa, morava num quarto com minha me, numa vila. A rua Conselheiro Nbias era uma maravilha porque a gente brincava de amarelinha, pegador, de leno-atrs, podia atravessar a rua correndo, ficava  vontade. De noite podia ficar at as oito horas brincando ali na calada, de roda. [...]
  Aprendi a ler no Grupo Escolar do Triunfo.
  [...] Hoje no sei se tem outro nome, mas o grupo existe.
<14>
  Entrei com sete anos, estudei at o terceiro ano, tinha uns nove anos. S lembro da minha professora do primeiro ano, chamava-se Wanda; eu adorava ela, era uma senhora de pele clara que usava culos. Lembro tambm da minha ltima professora, d. Carlota; depois escrevi uma cartinha para ela, ela me respondeu.
  No lembro dos coleguinhas, mas lembro das aulas de tabuada, geografia e eu gostava muito de histria, como at hoje. [...]

<R+>
Ecla Bosi. *Memria e sociedade*: lembranas de velhos. So Paulo, Companhia das Letras, 1994.
<R->

O que diz o texto

<R+>
1- Onde nasceu dona Alice?
 2- De que ela costumava brincar quando era criana?
 3- Como era o nome da escola onde ela comeou a estudar?
 4- Com que idade ela comeou a estudar e at que ano estudou?
<P>
 5- Como se chamavam a primeira e a ltima professora de dona 
  Alice?
 6- Qual era a disciplina de que ela gostava muito?
<R->

 bom saber

  Desde que nascemos, diferentes fatos aconteceram em nossa vida. Se tivssemos que contar toda a nossa histria, desde o nascimento at hoje, provavelmente no nos recordaramos de tudo o que j vivemos. Geralmente, os fatos que ficam registrados em nossa memria so aqueles que consideramos mais importantes.
  As lembranas das experincias vividas no passado so um importante meio de resgatarmos nossa histria de vida.
  Tambm podemos conhecer nossa histria por meio de conversas com parentes e familiares ou ainda pela observao de fotografias, objetos antigos ou documentos, como a certido de nascimento e a carteira de vacinao.

<15>
Atividades

<R+>
1- Quando uma pessoa vai contar a sua histria de vida  outra, geralmente, conta somente o que considera mais importante. Conte aos colegas alguns fatos de sua vida que para voc so mais importantes.
 2- Por que esses fatos so importantes para voc?
 3- Compare os fatos que voc contou com os que foram contados pelos colegas. Os fatos mais importantes da sua vida so semelhantes aos de seus colegas da sala?
<P>
 4- Muitos dos fatos que fazem parte de nossa infncia acabam ficando gravados em nossa memria pelo resto da vida. Na tela reproduzida abaixo, o pintor Cndido Portinari retratou a lembrana que tinha da chegada do circo na cidade em que morava, Brodsqui, no estado de So Paulo.
<R->

<R+>
_`[{descrio da tela:
  Um grupo de pessoas, demonstrando alegria, acompanha um palhao que desfila montado, de costas, em um cavalo_`]
<R->

<R+>
Cndido Portinari. *Circo*. leo sobre tela, 60 {" 73 cm, 1933.
<R->

<R+>
a) Em que ano essa tela foi produzida?
 b) De acordo com a tela, de que forma o circo era recebido pelos moradores da cidade?
<P>
 c) Escreva em uma folha de papel um fato marcante de sua vida que voc acha que ficar gravado para sempre em sua memria.
<R->

<16>
Conhecendo outras histrias

  Por meio de conversas com familiares e pessoas conhecidas, tambm podemos conhecer outras histrias do passado e saber como eram a vida e os costumes de outras pocas.
  No texto a seguir, um garoto de 9 anos conta como ficou conhecendo um pouco sobre a vida na poca da infncia de seu av.

  [...] V Zinho gosta de contar histrias para mim e para meus primos: Bruno e Luiz Felipe. Certa vez, ns nos sentamos na sala e ele, na sua velha cadeira de balano, comeou a nos contar uma histria mais ou menos assim. [...]
  -- No mundo da minha infncia no tinha grandes prdios, nem *shopping center*, carros; a gente usava mesmo era as pernas, andava muito. No meu mundo a gente no tinha luz, ento no possua televiso e *videogame*. Usvamos *lamparinas* e velas, mas eu era muito feliz. Nadava, andava a cavalo, subia nas rvores, corria nos campos, brincava o dia inteiro.
  Encerrou dizendo:
  -- Que coisa maravilhosa  poder viajar no tempo e sentir saudades... hoje tenho 83 anos e o que me resta  poder contar lindas histrias do mundo em que vivi aos meus netos e bisnetos. [...]

<R+>
Linyston Luiz Cavallaro. "Zinho na mquina do tempo". In: *Z*, ano 6, n.o 48. So Paulo, Pinus/2001.
<R->
<P>
O que diz o texto

<R+>
1- Quais informaes o garoto e os primos dele ficaram sabendo sobre a poca em que o av era criana?
 2- Na infncia do av no havia televiso nem *videogame*. Como ele costumava se divertir?
<R->

<17>
Atividades

<R+>
1- Alm das conversas com familiares, as fotografias tambm nos ajudam a conhecer como eram os costumes, os lugares e a vida no passado.
 a) Veja as fotografias a seguir. Depois, converse com os colegas a respeito das informaes que vocs conseguem descobrir sobre o passado lendo a descrio das imagens e as legendas.
<R->
<P>
<R+>
_`[{descrio da fotografia A:
  Homens, mulheres e crianas usando roupas de banho: blusas, cales compridos, alguns at o tornozelo, e toucas_`]
 Legenda: Pessoas em uma praia na cidade do Rio de Janeiro, em 1904.
<R->

  Para voc e os colegas descobrirem as informaes da fotografia e da legenda acima, verifique:
<R+>
-- o ano em que a fotografia foi tirada;
 -- o lugar em que esto as pessoas retratadas;
 -- para qual tipo de atividade as pessoas estavam vestidas;
 -- como eram as vestimentas que elas estavam usando;
 -- se esses tipos de vestimentas ainda hoje so usados;
 -- quais so as diferenas entre essas vestimentas e as que so usadas hoje em dia para a mesma atividade.
<R->

<18>
<R+>
_`[{descrio da fotografia B:
  Mulheres, usando chapus, saias longas e blusas de mangas compridas e carregando sombrinhas; homens de terno e chapus. Na rua, aparecem os trilhos por onde circulam os bondes_`]
 Legenda: Rua 15 de Novembro, no centro da cidade de So Paulo, por volta de 1900.
<R->

  Para voc e os colegas descobrirem as informaes da fotografia e da legenda acima, verifique:
<R+>
-- o ano em que a fotografia foi tirada;
 -- como eram as vestimentas das mulheres;
 -- como eram as vestimentas dos homens;
 -- qual era um dos meios de transporte utilizados na poca;
 -- como eram as construes;
 -- se j havia luz eltrica e como  possvel saber isso pela observao da fotografia.
<R->

<R+>
b) O que voc achou mais interessante nas fotografias? Por qu? Comente com os colegas.
<R->

<19>
Mais atividades

Mos  obra

  Com a ajuda de um parente ou de uma pessoa responsvel por voc, procure em casa algo que conte um pouco sobre a sua histria de vida. Pode ser, por exemplo, um documento, uma roupa, um brinquedo ou outro objeto de sua infncia que voc no utiliza mais. Traga esse material para a escola.
  Com os colegas e o professor, organize uma exposio dos objetos trazidos. Voc e eles podem seguir o roteiro proposto abaixo.
<P>
<R+>
1) Organizem fichas de identificao dos materiais com informaes sobre:
 -- o nome do objeto ou documento;
 -- o nome do dono do objeto ou documento;
 -- a poca aproximada em que o objeto foi utilizado e, se for documento, quando foi registrado.
 2) Para que os materiais expostos no sejam danificados, coloquem-nos dentro de saquinhos plsticos transparentes.
 3) Escolham um local adequado para a exposio dos materiais, de modo que as pessoas possam circular e observar todos os objetos.
 4) Convidem os alunos de outras turmas para visitar a exposio.
<R->

Em casa

  Converse com um de seus avs ou outra pessoa de sua famlia que tem mais de 50 anos e procure saber como eram a vida e os costumes na poca em que tinha sua idade. Pergunte, por exemplo, quais eram os tipos de vestimentas usadas, como eram os materiais escolares, quais disciplinas aprendia na escola etc. Escreva, as informaes que voc descobriu. Anote tambm o nome e a idade da pessoa que lhe deu as informaes.
 
              oooooooooooo

<20>
<P>
Unidade 2

O cotidiano da criana

  Observe as imagens a seguir, algumas atividades do cotidiano de dois garotos, Mrcio e Jos.

<F->
Cotidiano de Mrcio:
  6 horas -- acorda
  9 horas -- estuda
  12 horas -- almoa
  16 horas -- joga bola
  18 horas -- janta com a famlia
  20 horas -- assiste  televiso
  21 horas -- dorme

<21>
Cotidiano de Jos:
  7 horas -- acorda
  9 horas -- anda de bicicleta 
  12 horas -- almoa
  15 horas -- estuda
  18 horas -- janta com a famlia
  20 horas -- assiste  televiso
  22 horas -- l antes de dormir
<F+>
<P>
<R+>
 Quais so as semelhanas entre as atividades dirias realizadas por Mrcio e por Jos? Quais so as diferenas?
 O seu cotidiano  mais parecido com o de Mrcio ou com o de Jos? Por qu? 
<R->

<22>
<R+>
Atividades do dia-a-dia
<R->

  Estudar, brincar, comer. Essas so algumas atividades que realizamos em nosso dia-a-dia.
  Leia um poema escrito por Ceclia Meireles, por volta de 1923, que fala sobre o dia-a-dia de algumas crianas.

A brincadeira do relgio

<R+>
Meia-noite. Uma hora. Duas... Trs...
 E as crianas todas esto dormindo.
<P>
 
 Cinco... Seis... Sete...
 Zequinha ps a cabea fora do lenol... E Manuel
 e Antnio,
 e aquela lourinha, e Clia,
 e os outros de que no sei o nome...

Oito horas. E as crianas todas
 esto bebendo o seu caf com leite... [...]

Nove horas... Dez... E as crianas todas
 j estudaram as suas lies: a Elisa,
 o Eduardo, a Marina...

Onze horas. E as crianas todas esto almoando.
<R->

<23>
<R+>
Meio-dia. E as crianas todas
 vo para a escola.

Uma, duas, trs horas...
 E as crianas todas
 esto trabalhando, nas classes...

Cinco... L se vo todas as crianas...

Seis horas... Sete...
 E as crianas todas esto jantando: o Lus,
 a Vera, o Plnio...

Oito horas... Nove... As crianas brincam...

Dez horas... E as crianas adormecem...

Onze horas... Meia-noite. Uma hora.
 E as crianas esto quase acordando outra vez...

Ceclia Meireles. *Criana meu amor*. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1977.
<R->
<P>
O que diz o texto

<R+>
1- Identifique no texto quais so os trechos que indicam a passagem do tempo e quais so os trechos que se referem s atividades dirias realizadas pelas crianas.
 2- Em que perodo do dia as crianas do poema vo  escola: de manh ou  tarde?
 3- Alm de estudar, que outras atividades dirias so realizadas pelas crianas citadas no poema?
<R->

<24>
Atividades

<R+>
1- Pense nas atividades que voc normalmente realiza nos dias em que vai  escola. Depois, anote essas atividades no caderno, escrevendo o perodo do dia em que voc as realiza como indicado nos quadros abaixo. 
  Manh --  Tarde -- Noite
<P>
2- Nos finais de semana e nos feriados, como no h necessidade de ir  escola, sobra mais tempo para realizarmos outras atividades. Observe uma das atividades que um menino chamado Renan, de 8 anos, costuma realizar nos finais de semana.
 Aos sbados, eu vou pescar com meu tio Lus Carlos e meu primo Lus Fernando.

Renan Mendes da Silva. Idade = 
  = 8 anos.

Relato e desenho feito por Renan Mendes da Silva, 8 anos, em maio de 2002.

 Agora, escreva em uma folha de papel uma atividade que voc geralmente realiza nos dias em que no vai  escola. Em seguida, mostre aos colegas.
<R->

<25>
<P>
<R+>
3- O cotidiano de uma pessoa que vive no campo, geralmente,  diferente do cotidiano de quem mora na cidade. Os textos a seguir mostram como  o dia-a-dia de Carlos e Osvaldo, dois garotos que vivem na rea rural. Carlos vive em um pas chamado Argentina e Osvaldo mora no Brasil.
<R->

  "Meu nome  Carlos, mas todo mundo me chama de Carlitos, que  mais carinhoso. Nos fins de semana e depois da escola, eu ajudo na *estncia*. Gosto de ir a cavalo com meus irmos para tocar o gado. Cavalgo o mais perto que posso dos bois, e grito para faz-los correr at onde a gente quer. Tambm sei arar e semear a terra com o trator." [...]

<R+>
Barnabas e Anabel Kindersley. *Crianas como voc*. So Paulo, tica, 1996.
<R->
<P>
  Osvaldo Fernandes de Andrade tem nove irmos, 11 anos e faz a #:a srie [...]. Acorda antes de o sol raiar, vai ao quintal catar lenha para a me colocar no fogo, cuida dos porcos e s depois disso sai para a escola. Ao voltar, ainda ajuda na feitura do sabo caseiro. Bem baixinho, ele fala das coisas que mais gosta de fazer: brincar, estudar e ler histrias. []

<R+>
*Nova Escola*, ano 1, n.o 6. So Paulo, Fundao Victor Civita, setembro/1986.
<R->

<R+>
a) H semelhanas entre o dia-a-dia de Carlos e o de Osvaldo? Quais?
 b) Quais so as atividades dirias preferidas de Osvaldo?
 c) Quais so as atividades dirias que voc mais gosta de realizar?
<P>
 d) Converse com os colegas e verifiquem quais so as semelhanas e as diferenas entre o cotidiano de vocs e o cotidiano dos meninos citados nos textos.
<R->

 a vez do professor

  Pea ao professor que fale para a turma sobre o cotidiano dele. Em seguida, responda:
<R+>
 H algumas semelhanas entre o seu dia-a-dia e o do professor? Quais?
 Em que o dia-a-dia de vocs  diferente?
<R->

<26>
 bom saber 

  O dia-a-dia de algumas crianas indgenas  bem diferente do de outras crianas. Leia um texto que fala sobre o dia-a-dia de crianas Xavante, que vivem no estado de Mato Grosso.
  [...] Logo depois da primeira refeio as crianas vo para o rio, para tomar banho, ajudar os adultos a lavar os utenslios, dar banho nos menores e levar gua para casa. Mas do que eles gostam mesmo  do contato com a gua. Uma das brincadeiras favoritas  quando as crianas vo para a beira do rio e escolhem um animal para se fantasiar.
  [...] Assim as crianas Xavante passam horas e horas na folia, imitando os seres da natureza. [...]

<R+>
"Visita a uma aldeia Xavante". In: *Super Eco*, n.o 1. So Paulo, maro/1998.
<R->

  Em muitas aldeias indgenas existem escolas. Assim, estudar  uma atividade que tambm faz parte do dia-a-dia de crianas indgenas.
  Nessas escolas, os professores, indgenas ou no, ensinam as crianas a ler e a escrever na prpria lngua do povo indgena. Alm disso, elas ainda aprendem outras disciplinas, como Lngua Portuguesa, Matemtica, Cincias Naturais, entre outras.

<27>
Organizando o seu tempo

<R+>
 Voc acha que aproveita bem seu tempo durante o dia?
<R->

  Voc observou que, em seu dia-a-dia, sempre h atividades para realizar.
  Se voc estuda de manh e passa a tarde toda somente brincando ou vendo televiso, no ter tempo para outras atividades importantes, como fazer a lio de casa, ler um livro etc.
  Por isso, para no se perder em meio s suas atividades, voc precisa organizar bem o tempo que gasta em cada uma delas.
  Para aproveitar melhor o tempo, voc pode fazer uma tabela e nela indicar o tempo que gasta com suas atividades nos dias em que vai  escola.
  Veja um exemplo.
<R+>
_`[{tabela adaptada.
  Coluna da esquerda: Atividades
  Coluna da direita: Tempo mdio_`]
 Dormir :::::::::::::::: 9 horas
 Estudar na escola ::::: 4 horas
 Comer ::::::::::::::::: 1 hora
 Fazer a lio de 
  casa ::::::::::::::::: 1 hora
 Brincar ::::::::::::::: 3 horas
 Ir e voltar da 
  escola ::::::::::::::: 1 hora
 Fazer a higiene 
  pessoal :::::::::::::: 1 hora
 Assistir  TV ::::::: 1 hora
 Conversar com os 
  pais ::::::::::::::::: 1 hora
 Outras atividades ::::: 2 horas 
 Total ::::::::::::::::: 24 horas
<R->

<28>
<P>
Atividades

<R+>
1- Faa, uma tabela como a apresentada na pgina anterior. Anote nela as atividades que voc realiza nos dias em que vai  escola e indique tambm o tempo mdio que voc gasta em cada uma das atividades.

 2- Compare sua tabela com a de um colega e verifique:
 a) em quais atividades vocs gastam quantidade de tempo semelhante;
 b) em quais atividades vocs gastam quantidade de tempo diferente.

 3- Depois de comparar sua tabela de atividades dirias com a de seu colega, voc acha que precisa mudar alguns de seus hbitos? Quais? Por qu?
<P>
 4- Renata estuda no perodo da manh. Uma manh, enquanto ia para a escola, ela se lembrou dos vrios compromissos que teria naquele dia.
 Comprar cartolina antes de ir ao dentista.
 Ir ao dentista.
 Devolver o livro na biblioteca da escola, na hora do recreio.
 Almoar com tia Lcia.
 Fazer o trabalho de Histria depois do jantar.
  Para no esquecer nenhum de seus compromissos, Renata resolveu anot-los em uma agenda.
  Ajude Renata a agendar os compromissos, associando cada uma das atividades que ela teria naquele dia a um dos horrios indicados abaixo. 
 9 horas: .....
 12 horas: .....
 14 horas: .....
 15 horas: .....
 19 horas: .....
<R->

<29>
 bom saber

  Existem crianas que tm um dia-a-dia muito atarefado. Alm de freqentar a escola, elas tambm ocupam o tempo com outras atividades.
  Leia um texto que mostra como  a semana de uma garota chamada Mariana e quais so as atividades que ela realiza.

  Todos os dias Mariana Lellis abre a agenda para conferir suas atividades. s segundas e quartas ela tem aulas de *jazz*; teras e quintas, ingls; e s sextas, ensaio para o Festival de Msica do Externato Nossa Senhora do Morumbi, em So Paulo, onde estuda. Mariana tem 13 anos, est na stima srie, e j tem tantas atividades para cumprir quanto alguns executivos.
  Assim como Mariana, vrios outros adolescentes e crianas acabam superlotando sua agenda e esquecem que precisam tambm 
<P>
reservar um tempo para brincar e relaxar. [...]
  O excesso de atividades pode, muitas vezes, se traduzir em cansao e em problemas futuros para a sade.

<R+>
Ana Holanda. "Agendas Superlotadas". In: *Z*, ano 2, n.o 15. So Paulo, Pinus, outubro/1997.
<R->

<R+>
 Na sua opinio, por que algumas crianas e adolescentes realizam tantas atividades em seu dia-a-dia?
 O seu dia-a-dia  semelhante ou diferente do cotidiano de Mariana? Comente.
 Voc considera importante as crianas terem tempo para brincar e relaxar? Por qu?
 Qual  a sua opinio sobre o fato de algumas crianas terem um excesso de atividades para realizar durante a semana?
<R->

<30>
  Conhea agora como  o cotidiano de outra criana que tambm realiza diferentes atividades em seu dia-a-dia.

   domingo, dia de jogar futebol ou andar de bicicleta. Luciano, de 10 anos, deixa a brincadeira de lado e anda pela vizinhana, na favela Boa Vista, em Belo Horizonte (MG),  procura de trabalho: um terreiro para limpar, uma pia com vasilhas para lavar.
  Outra tarefa oferecida ao menino  lavar banheiros. Ele demora uns 20 minutos para limpar um banheiro bem sujo. "O preo depende do tamanho: se for um pequeno, cobro R$1,00; um grande..., uns R$3,00", calcula. O dinheiro  dividido com a me. [...]
  Sbado tambm no  seu dia de descanso. Aps ajudar a me a "arrumar o quartinho" onde mora, ele vai ao supermercado. "Ajudo o pessoal a carregar as coisas."
  E a hora de brincar? "Quase no brinco de nada, no." [...]
  Mas sua diverso ocorre durante a semana. Depois das aulas pela manh, Luciano faz cursos de capoeira e de teatro na ONG Circo de Todo Mundo.

<R+>
" procura de servio". In: *Folhinha/Folha de S. Paulo*, 19/04/2003.
<R->

<R+>
 Compare as atividades realizadas por Luciano com as de Mariana e verifique as semelhanas e as diferenas no cotidiano deles.
<R->

<31>
Passeando pela histria

<R+>
O cotidiano de crianas no 
  passado
<R->

  O poema "A brincadeira do relgio", que voc leu, foi publicado, a primeira vez, por volta de 1923. Nesse poema, a escritora Ceclia Meireles comenta o dia-a-dia de crianas que viviam naquela poca.
<R+>
 As atividades que voc realiza em seu dia-a-dia so muito diferentes das realizadas pelas crianas citadas no poema? Em que so diferentes?
<R->

  Como voc viu, ir  escola  uma atividade que faz parte da vida de crianas h muito tempo.

<R+>
_`[{foto de um grupo de crianas e uma carruagem na porta de uma escola_`]
 Legenda: Crianas em frente ao Colgio *Des Oiseaux*, em So Paulo, por volta de 1910. Para ir e voltar da escola, muitas crianas utilizavam a carruagem como meio de transporte.
<R->

<R+>
 Quais so os principais meios de transporte que as crianas utilizam hoje em dia para ir e voltar da escola?
<R->

<32>
<P>
  Porm, por volta de cem anos atrs, em diversas cidades brasileiras, muitas crianas no tinham a possibilidade de permanecer por muito tempo na escola. Esse era o caso, por exemplo, de crianas que viviam em cidades como Belm, no estado do Par, e Manaus, no 
 Amazonas. Veja.

  [...] Na *dcada* de 1910, tanto em Belm como em Manaus, eram poucas as crianas que conseguiam continuar os estudos depois do #o ano primrio. [...]

<R+>
Aldrin Moura de Figueiredo. "Memrias da infncia na Amaznia". In: Mary Del Priore (org.). *Histria das crianas no Brasil*. So Paulo, Contexto, 1999.
<R->

  Em muitos desses casos, as crianas precisavam deixar a escola e passavam a trabalhar para ajudar no sustento da famlia.

<R+>
_`[{foto de um menino com uma cesta de flores_`]
 Legenda: Esta imagem retrata um menino trabalhando como vendedor de jasmim, na cidade de Belm, estado do Par, por volta de 1910.
<R->

  Essa era uma das vrias atividades que eram realizadas por crianas na cidade, naquela poca.

<R+>
1- Voc acha que, hoje em dia, existem crianas que passam pelo mesmo problema das crianas apresentadas acima?
 2- Voc j viu uma criana vendendo algum produto ou realizando um outro tipo de trabalho? Onde e o que ela estava fazendo?
 3- O que voc acha de uma criana precisar trabalhar para ajudar a famlia e no poder freqentar uma escola?
<R->

<33>
<P>
 bom saber

  Por volta do ano de 1880, ainda no havia muitas escolas no Brasil. Ento, algumas famlias mais ricas contratavam professores para ir at sua casa e ensinar os filhos a ler e a escrever. Esses professores eram conhecidos como *preceptores*, e muitos deles no eram brasileiros.

<R+>
_`[{foto de uma mulher com um beb no colo_`]
 Legenda: Esta imagem retrata a educadora alem Ina Von Binzer, que chegou ao Brasil em 1881. Ela veio especialmente para trabalhar como preceptora na casa de uma famlia que vivia na cidade de So Paulo.
<R->

  Os preceptores, geralmente, eram responsveis pela educao dos filhos de uma mesma famlia. Muitas vezes, esses filhos tinham idades diferentes. Por isso, os preceptores precisavam adequar o contedo ensinado de acordo com a idade de cada um dos seus alunos.
  Nas famlias mais pobres, era comum a maioria das crianas crescer sem freqentar a escola, pois no tinham possibilidade de contratar preceptores para ensinar seus filhos. Assim, muitas delas cresciam sem aprender a ler e a escrever.

<34>
Mais atividades

Mos  obra

<R+>
 Quais compromissos e atividades importantes voc ter na prxima semana? Vamos organiz-los em uma agenda?
<R->

  Para fazer a agenda, voc precisar de alguns materiais:
<R+>
 -- 7 folhas de papel;
 -- grampeador;
 -- reglete;
 -- puno.
<R->

  Com cuidado, prenda as folhas com grampeador. Depois, anote em cada uma delas o dia e o ms correspondente aos dias da semana que voc ir agendar.
  Para que sua agenda fique bem bonita, voc pode fazer uma moldura em cada pgina, com alguns desenhos coloridos, colagens etc.
  Em seguida, escreva quais sero os compromissos e as atividades que realizar em cada um dos dias anotados. Voc pode, por exemplo, anotar o dia de uma prova ou de entrega de trabalhos ou o nome de um material solicitado pelo professor para uma aula, entre outras coisas.
  Depois de pronta, mostre sua agenda aos colegas e leia as suas anotaes.
  Se voc gostou da atividade, pode fazer uma outra agenda com espao para anotaes de todo o ms.

<35>
<P>
Pesquisa

  Procure saber se em seu municpio ou estado h grupos indgenas. Se houver, faa uma pesquisa sobre as seguintes questes: a que povo eles pertencem; como  o cotidiano das crianas, ou seja, quais so as atividades que geralmente elas realizam no dia-a-dia; se elas freqentam uma escola e quais disciplinas estudam.
  Anote as informaes. Com os colegas de classe, compare o dia-a-dia dessas crianas com o das crianas apresentadas na pgina 26 a 27.

Entrevista

  Para conhecer um pouco mais sobre o cotidiano das crianas no passado, faa uma entrevista com uma pessoa que tem mais de 50 anos.
  Veja o roteiro da sua entre-
 vista.
<R+>
 Nome do entrevistado: .....
 Idade: .....
 Data da entrevista: .....
 1- Quando era criana, a que horas voc costumava se levantar? E a que horas voc costumava se deitar?
 2- Em que perodo do dia voc estudava?
 3- Quantas horas por dia voc passava na escola?
 4- Quais eram as brincadeiras preferidas das crianas na hora do recreio?
 5- Quais eram os principais meios de transporte que as crianas utilizavam para ir  escola?
 6- Voc utilizava algum meio de transporte para ir  escola? Qual?
 7- Nas horas em que no estava na escola, quais eram as principais atividades que voc realizava?
 8- Na poca de sua infncia, havia crianas que precisavam deixar a escola para trabalhar?
<R->
<P>
  Traga sua entrevista para a sala de aula. Converse com os colegas sobre o que voc descobriu com a realizao da entrevista.

               oooooooooooo

<36>
<P>
Unidade 3

<R+>
A vida e a histria da famlia
<R->

  A histria de cada um de ns faz parte de uma histria maior: a de nossa famlia.
  Conhecer a histria de nossa famlia  uma forma de sabermos um pouco mais sobre ns mesmos e sobre as pessoas com quem convivemos.
  Observe as descries das fotografias a seguir. 

<R+>
_`[{a -- foto antiga de um casal, no dia do casamento;
 B -- um casal jovem com trs crianas;
 C -- um casal com uma menina de aproximadamente 8 anos;
<37>
 D -- um casal jovem, no dia do casamento;
 E -- um casal com uma moa de aproximadamente 15 anos;
<P>
 F -- dois casais; um idoso e outro mais jovem, com trs crianas_`]
<R->

<R+>
 As fotografias esto retratando pessoas de uma mesma famlia em diferentes pocas. Com os colegas, identifique a ordem em que os fatos aconteceram.
  O primeiro fato  o que est indicado pela letra A e o ltimo  o que est indicado pela letra F.
<R->

<38>
As pessoas da minha famlia

  A famlia  o primeiro grupo de pessoas com quem convivemos.
  As famlias podem ser formadas de diferentes maneiras.
  Leia o texto a seguir e veja alguns exemplos de famlia.
<P>
Todo mundo tem famlia

<R+>
Desde que o mundo  mundo existem famlias.
 Mas nem todas so iguais, no  verdade?

Tem famlia que  assim:
 Pai, me, filhos, avs, tios e primos.
 Mas tambm existe famlia que s tem
 pai, me, filhos e um v ou uma v.

Tem famlia que  s a me com os filhos.
 E tem famlia que no tem filhos:
  s marido e mulher.

<39>
 Tem famlia que  s o pai com os filhos.
 Ou pode ser o pai, a mulher
 do pai, os filhos do pai
 e a filha da mulher do pai.
<P>
 Ou a me, o marido da me, as filhas
 da me e um beb, filho desse novo casal.

De vez em quando, os pais
 moram em casas separadas.
 s vezes so amigos, s vezes no.

Tem pai e me que ficam juntinhos
 at ficarem bem velhinhos!
 Mas quando o casamento no d certo,
 cada um vai pro seu canto. [...]

Mas uma coisa  certa:
 famlia todo mundo tem!
 Cada uma ao seu jeito e ao seu modo. [...]
<R->

<R+>
Anna Claudia Ramos e Ana Raquel. *Famlia*. Belo Horizonte, Formato, 2000.
<R->
<P>
<R+>
 Com qual das famlias citadas no texto a sua  mais parecida? Copie o trecho que fala dessa famlia.
<R->

<40>
Atividades

<R+>
1- Como voc viu, existem diferentes tipos de formao familiar. E a sua famlia como  formada? Escreva, em uma folha de papel, quais so as pessoas que fazem parte de sua famlia e que moram em sua casa. Escreva tambm o nome e o grau de parentesco de cada uma delas.
  Veja, por exemplo, como  formada a famlia de um garoto chamado Jlio Cesar, de 8 anos.
 eu -- Jlio
 irm -- Gabriela
 me -- Regina
 pai -- Mauro
<P>
2- Existem crianas que no vivem com seus familiares e passam a morar na rua. Na sua opinio, por que isso acontece?
<R->

 a vez do professor

  Converse com o professor e pergunte como  formada a famlia dele. Pea a ele que diga o nome e o grau de parentesco de cada uma das pessoas que fazem parte da sua famlia.

<41>
 bom saber

  Existem crianas que, por algum motivo, vivem longe de sua famlia natural. Muitas delas passam a morar em abrigos para menores, tambm conhecidos como orfanatos.
<P>
<R+>
_`[{foto de um grupo de crianas, sentadas ao redor de uma mesa, com livros e revistas_`]
 Legenda: Esta fotografia retrata crianas em uma atividade de leitura, na biblioteca do orfanato onde moram, chamado Casa dos Inocentes, no municpio de So Paulo, em 1998.
<R->

  Depois de viverem durante algum tempo em um orfanato, algumas crianas so adotadas e passam a fazer parte de uma nova famlia.
  Leia o depoimento de Gustavo, que foi adotado quando ainda era criana.

  "Sou filho adotivo. Sei disso desde pequeno. Ningum sabe ao certo quem eram os meus pais nem o motivo que os levou a me deixar numa instituio para menores abandonados.
  Considero meus pais adotivos como meus pais de verdade. [...]
<P>
  Sinto que eles me amam. Eu tambm os amo." [...]

<R+>
Gustavo, 24 anos. Jos Roberto Simo. *Cidadania e tica*. So Paulo, FTD, 1997.
<R->

<42>
Cada famlia tem sua histria

  Cada um de ns tem uma histria que est relacionada  histria de nossos pais, nossos avs, nossos bisavs e assim por diante. E as histrias vividas por essas pessoas formam a histria da nossa famlia.
  No texto a seguir, um senhor chamado Amadeu conta um pouco da histria da famlia dele.

  Nasci no Brs, rua Carlos Garcia, 26, no dia 30 de novembro de 1906. Meus pais vieram da Itlia. [] Meu pai era alfaiate e minha me, costureira. [...]
  O primeiro filho nasceu aqui em So Paulo e faleceu com meses de vida. Veio o segundo filho, Alfredo Bovi, e mais cinco filhos: Atlio, Artur, Anita, Alda e Amadeu Bovi, seis filhos. Fui o caula. Minha me morou cinqenta anos na casa onde nasci, na rua Carlos Garcia. Essa rua Carlos Garcia  nas imediaes do comrcio de cereais, no Brs, perto da Santa Rosa, Benjamim de Oliveira, Cantareira...
<43>
  Meu pai, quando chegou em So Paulo, j tinha profisso e foi trabalhar como alfaiate. Naquele tempo o dinheiro era pouco e a roupa barata; o *arteso* ganhava muito pouco. [...]
  Minha me era franzina, mida, clara, cabelos pretos, olhos castanhos. Era muito calma, tinha muito sentimento. Fazia questo de pr pano quente quando os irmos se zangavam um com o outro. Minha me gostava muito de ir ao cinema. Toda segunda-feira a famlia saa junto para assistir a um filme. Minha me contava umas histrias muito bonitas para eu dormir. [...]

<R+>
Ecla Bosi. *Memria e sociedade*: lembranas de velhos. So Paulo, Companhia das Letras, 1994.
<R->

O que diz o texto

<R+>
1- Onde e quando nasceu o senhor Amadeu?
 2- Quais informaes o senhor Amadeu contou sobre a histria da famlia dele?
 3- Qual era a profisso dos pais do senhor Amadeu?
 4- Hoje em dia  comum a profisso de alfaiate? E a de costureira?
 5- A famlia do senhor Amadeu tinha o costume de ir ao cinema s segundas-feiras. E na sua famlia, que tipo de lazer vocs costumam praticar juntos?
<R->

<44>
<P>
 bom saber

  O senhor Amadeu conta em seu depoimento que seus pais vieram da Itlia.
  As pessoas que deixam seu pas de origem, como fizeram os pais do senhor Amadeu, para viver no Brasil ou em algum outro pas so chamadas imigrantes.
  At 1870, a imigrao para o Brasil era pequena. Mas, a partir daquela poca, o nmero de imigrantes que aqui chegavam comeou a aumentar. Italianos, alemes, espanhis, portugueses, japoneses, entre outros, embarcavam em seu pas de origem com destino ao Brasil.
  Assim que chegavam, dirigiam-se para vrios estados brasileiros, como Paran, Esprito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e, principalmente, So Paulo.
<45>
  Os imigrantes eram quase sempre bastante pobres. Muitos deles vieram para c porque passavam por dificuldades de sobrevivncia em seu pas de origem. Assim, vinham para o Brasil com a esperana de poder trabalhar, ganhar dinheiro e ter uma vida melhor.
  A maior parte dos imigrantes passou a trabalhar na lavoura, sobretudo nas fazendas de caf. Mas muitos deles se estabeleceram nas cidades e foram trabalhar, principalmente, nas indstrias que comeavam a ser instaladas e nos estabelecimentos comerciais.

<R+>
_`[{duas fotos, cada uma descrita pelas palavras de sua legenda_`]
 Foto 1: Imigrantes trabalhando em uma lavoura de caf, h aproximadamente cem anos.
 Foto 2: Imigrantes operrios de uma fbrica localizada na cidade de So Paulo, por volta de 1910.
<R->

<46>
  Voc viu que as famlias podem ser de origem imigrante. Mas nem todas as famlias tm essa mesma origem.
  Por exemplo, existem famlias que so originrias de diferentes regies do Brasil. Neste caso, essas pessoas so chamadas migrantes.
  Os motivos que levam as famlias a se mudar do seu lugar de origem so diversos. Geralmente, as pessoas mudam-se em busca de trabalho e melhores condies de vida.
  A imagem a seguir retrata uma famlia mudando-se do lugar onde vive. Observe-a.

<R+>
_`[{descrio da imagem:
  Um grupo de pessoas, com malas e pacotes, aguardando o seu nibus_`]
<R->

<R+>
 Em que lugar esto as pessoas retratadas na fotografia acima?
 Que elementos da imagem ajudaram voc a chegar a essa concluso?
<R->

<47>
Atividades

<R+>
1- Em seu depoimento, o senhor Amadeu relata a histria da famlia dele a partir da vinda dos pais para o Brasil, antes que ele e os irmos tivessem nascido. Porm a histria de uma famlia no se inicia com os pais. Dessa histria, como vimos, tambm fazem parte os avs, bisavs, trisavs etc.
  Para melhor entender o parentesco entre pessoas de uma mesma famlia, pode-se montar uma rvore genealgica.
  Observe a representao da rvore genealgica de Rita.
<R->

<R+>
 _`[{rvore genealgica adaptada_`]
<R->
  Ramo paterno:
<R+>
 Mrio Resende
 Irene Lago Resende
 -- Jos Lago Resende

 Roberto Vieira
 Teresa Lobo Vieira
 -- Amlia Vieira Resende
 Jos Lago Resende
 Amlia Vieira Resende
 -- Andr Vieira Resende
<R->

  Ramo materno:
<R+>
 Carlos Andrade
 Dalva Pires Andrade
 -- Slvio Pires Andrade

 Pedro Tavares
 Clia Prado Tavares
 -- Simone Tavares Andrade

 Slvio Pires Andrade
 Simone Tavares Andrade
 -- Jlia Andrade Resende

 Andr Vieira Resende
 Jlia Andrade Resende
 -- Rita Andrade Resende 
<R->

<48>
<P>
<R+>
Copie a resposta correta para 
  cada uma das perguntas sobre os parentes de Rita.
 a) O que Jlia Andrade Resende  de Rita?
  bisav paterna -- av paterna -- me
 b) O que Mrio Resende e Irene Lago Resende so de Rita?
  bisavs paternos -- bisavs 
  maternos -- avs maternos
 c) O que Slvio Pires Andrade e Simone Tavares Andrade so de Rita?
  avs paternos -- avs maternos -- bisavs maternos
 d) O que Jos Lago Resende e Amlia Vieira Resende so do pai de Rita?
  bisavs -- filhos -- pais
 e) O que a me de Rita  de Slvio Pires Andrade e 
  Simone Tavares Andrade?
  av -- filha -- me
<P>
2- Agora, elabore algumas questes sobre as relaes de parentesco na famlia de Rita e apresente aos colegas para eles responderem.
<R->

 bom saber

  H cerca de 1500 anos, algumas pessoas j utilizavam a rvore genealgica para representar o grau de parentesco entre as pessoas de sua famlia. Elas procuravam comprovar suas origens para garantir o direito  propriedade de terras,  herana ou para provar que eram parentes de algum nobre.
  Atualmente, a rvore genealgica  utilizada como meio de conhecer e conservar a histria familiar.

<49>
<P>
Passeando pela histria

A famlia em diferentes pocas

  As fotografias A e B retratam duas famlias em diferentes pocas. Observe-as.

<R+>
_`[{descrio da fotografia A:
  Um casal com nove filhos_`]
 Legenda: Esta fotografia retrata uma famlia na cidade de Tup, estado de So Paulo, por volta de 1923.

_`[{descrio da fotografia B:
  Um casal com dois filhos_`]
 Legenda: Esta fotografia retrata uma famlia na cidade de Itaja, estado de Santa Catarina, em 2003.
<R->

<R+>
1- Quantas pessoas fazem parte da famlia retratada na fotografia A? E da retratada na fotografia B?
<P>
 2- Qual  a principal semelhana que voc observa entre as famlias retratadas?
 3- Qual  a principal diferena que voc pode perceber entre elas?
<R->

<50>
  H cerca de cem anos, as famlias brasileiras eram bem mais numerosas que as de hoje em dia. Os casais, em geral, tinham um grande nmero de filhos, e era comum encontrar famlias com dez filhos ou at mais.
  Naquela poca, as mulheres costumavam se casar muito novas, por volta dos 16 anos, e, geralmente, tinham um filho por ano. Muitas delas, aos 25 anos, j eram mes de at dez crianas.
  Muitas mulheres no trabalhavam fora de casa e passavam o dia dedicando-se aos afazeres domsticos e  criao dos filhos.
<P>
<R+>
_`[{foto antiga de uma mulher rodeada por algumas crianas_`]
 Legenda: Esta imagem, feita por volta de 1900, retrata uma mulher cuidando dos filhos em sua casa, na cidade de So Paulo.
<R->

  Em vrias cidades brasileiras, entre as famlias mais pobres, havia mulheres que trabalhavam em fbricas para ajudar no sustento da famlia.

<R+>
_`[{foto de um grupo de mulheres trabalhando em diferentes atividades, em uma fbrica_`]
 Legenda: A fotografia acima retrata operrias da Tecelagem Maringela, localizada em So Paulo, por volta de 1920.
<R->

<51>
  Com o passar dos anos, cada vez mais, as mulheres comearam a exercer atividades profissionais fora do lar.
  Essa nova realidade contribuiu, entre outros fatores, para que a famlia fosse se tornando menos numerosa.
<R+>
 Como so formadas as famlias vizinhas  sua casa? A maioria delas tem um grande ou pequeno nmero de filhos?
 Converse com os colegas e procurem discutir sobre as razes que levam as mulheres de hoje a ter um nmero menor de filhos.
<R->

<52>
<R+>
A famlia e os objetos do 
  cotidiano
<R->

  Os objetos e mveis utilizados no dia-a-dia revelam um pouco sobre o modo de vida das famlias em diferentes pocas.
  Hoje, por exemplo, para prepararem os alimentos, as pessoas geralmente utilizam o fogo a gs. Mas nem sempre esse tipo de fogo existiu.
  No Brasil, antes de existirem os foges a gs, as famlias utilizavam foges a lenha. Para cozinhar em um fogo a lenha, era preciso rachar a lenha e carreg-la at o forno. Depois, era necessrio acender o fogo e control-lo, para que no ficasse muito fraco nem muito forte.
  Apesar de hoje em dia j existirem diferentes tipos de fogo a gs, ainda  comum encontrar famlias que utilizam fogo a lenha. Isso ocorre, principalmente, em moradias localizadas na rea rural.
<53>
  De cem anos para c, muitos mveis e objetos de uso dirio foram aperfeioados e outros inventados, tornando a vida das famlias mais confortvel.
  Leia a seguir um trecho de uma entrevista que os alunos da #;a srie de uma escola em So Paulo fizeram com seus avs.

  "*Para conservar a comida, usamos a geladeira.  difcil imaginar como se conseguia viver sem ela. Como voc fazia*?"
  "Havia geladeira. Mas ela no gelava, apenas conservava. Era preciso colocar uma barra de gelo dentro dela todos os dias. Essa barra era trazida pelo geleiro e deixada na porta de casa.
  A geladeira eltrica comeou a se difundir no Brasil no incio da dcada de 50."

<R+>
*Nova Escola*, ano 11, n.o 97. So Paulo, Fundao Victor Civita, outubro/1996.
<R->

O que diz o texto

<R+>
1- O que era preciso fazer para que as geladeiras conservassem os alimentos?
 2- Quando a geladeira eltrica comeou a ser difundida no Brasil?
 3- Cite o nome de alguns objetos domsticos que, na sua opinio, facilitam a vida da famlia no dia-a-dia de uma casa.
<P>
 4- O geleiro era quem entregava o gelo diariamente nas casas para ser utilizado nas geladeiras. Voc acha que ainda hoje existem pessoas que realizam esse trabalho? Por qu?
<R->

<54>
Atividades

<R+>
1- As relaes abaixo mostram utenslios domsticos. Na 1 coluna, esto os antigos, e na 2 coluna, os da atualidade. Associe cada utenslio antigo ao utenslio da atualidade que tenha a mesma utilidade, escrevendo, a letra e o nmero correspondentes.
<R->

<R+>
1 coluna:
 a) telefone de manivela (cerca de 1900);
 b) mquina de costura de manivela (cerca de 1910);
 c) gramofone (cerca de 1908);
<P>
 d) tanque fechado e com manivela (cerca de 1920);
 e) mquina fotogrfica (cerca de 1930);
  
2 coluna:  
 1) mquina de costura eltrica;
 2) mquina de lavar roupas eltrica;
 3) cmera digital;
 4) telefone;
 5) aparelho de som porttil.
<R->

<R+>
2- Cite o nome de utenslios domsticos utilizados hoje em dia que, na sua opinio, no existiam h cerca de cem anos.
<R->

<55>
<P>
Mais atividades
  
<R+>
1- Alm de nossos pais e irmos, existem vrias outras pessoas que tambm fazem parte de nossa famlia. Essas pessoas so chamadas parentes.
  Junte-se a um colega e observem a tabela abaixo. Em seguida, substituam os cdigos pelas letras correspondentes e descubram a resposta das adivinhas. Por exemplo, o cdigo (~u) corresponde  letra U, o (~s) refere-se  letra S, e assim por diante. Anote as respostas.

 _`[{a seguir a relao de cdigos referentes a cada letra_`]
<F->
e @   _  r w
i    _  s ~s
m    _  a a
t    _   ~

o    _  f ~f
p    _   
u ~u  _  l ~q
    _  n 
<F+>
<R+>
a) Quem so os netos de meus avs que no so meus primos?
 (@ ~u)  (@)  ( @ ~u ~s)  ( w    ~s).
 b) So filhos de meus avs, mas no so meus tios. Quem so?
 ( @ ~u ~s)  ( a  ~s).
 c) Quem so os filhos dos meus avs que no so meus pais?
 ( @ ~u ~s)  (   ~s).
 d) Meus pais, meus irmos e eu formamos uma...
 (~f a   ~q  a).
 e) As pessoas da minha famlia so meus...
 ( a w @   @ ~s).
<R->

<56>
<P>
Entrevista

  Para conhecer um pouco mais sobre a histria de sua famlia, faa uma entrevista com seu pai ou com sua me.
  Veja o roteiro de sua entrevista.
<R+>
 Nome do entrevistado: .....
 Grau de parentesco: .....
 Idade: ..... 
 Data da entrevista: .....

 1- Qual  o nome completo e o local de nascimento de meu av?
 2- Se ele morava em outro pas ou estado, por que se mudou?
 3- Com que idade meu av comeou a trabalhar e o que ele fazia?
 4- Qual  o nome completo e o local de nascimento de minha av?
 5- Se ela morava em outro pas ou estado, por que se mudou?
 6- Se minha av trabalhava fora de casa, que atividade reali-
  zava?
<R->

  Converse com os colegas sobre o que cada um de vocs descobriu a respeito da histria de sua famlia.

Em casa

  Converse com seus pais ou pessoas responsveis por voc, ou pesquise em documentos, e procure saber o nome, o lugar e a data de nascimento das seguintes pessoas de sua famlia:

<R+>
 pai            _  me
 av paterno    _  av materno
 av paterna    _  av materna
 bisav paterno _  bisav materno
 bisav paterna _  bisav materna
<R->

  Depois, com as informaes obtidas, construa uma rvore genealgica de sua famlia.

               oooooooooooo

<57>
<P>
Unidade 4

O lugar em que vivemos

<R+>
_`[{desenho de uma mulher e uma criana caminhando por uma rua arborizada, sem carros e com poucas casas_`]
<R->

<R+>
Jos Pancetti. *Mangaratiba*. leo sobre tela, 46 {" 38 cm, 1946.
<R->

  A tela acima representa uma rua de um bairro.
<R+>
 O que essa rua tem de semelhante com a rua onde voc mora?
 Quais so as diferenas entre a rua representada acima e a rua em que voc mora?
<R->

<58>
A rua onde moro

  Se voc mora na cidade, provavelmente sua casa fica localizada em uma rua ou avenida e tambm tem um nmero. O nome da rua e o nmero da sua casa formam uma parte do seu endereo.
  A rua no  somente o lugar onde fica localizada nossa casa. Ela  tambm um espao de convivncia entre as pessoas. Nela, diariamente acontecem muitas coisas.
  O poema a seguir fala sobre isso. Leia-o.

<R+>
*Rua*
 rima com *lua*,
 mas no fica to longe.
  maior que a casa
 e menor que o mundo.
 No cabe no bolso,
 no cabe na mala.
  muito maior que a sala
 e muito mais perigosa

 Da rua, no sei a idade:
 pode ser mais velha que a cidade,
 pode ser mais nova que a vov
 ou talvez tenha um aninho s.

 A rua,
 no sei de onde veio,
<P>
 nem aquele buraco
 que ela tem l no meio. [...]

<59>
 Ser que ela viu o canrio
 que voou da gaiola do Seu Mrio?
 Ser que ela viu o Candinho
 namorando num cantinho?

 Ser que ela aprecia
 o cheiro bom do pozinho,
 saindo da padaria logo cedinho?
 Ser que, quando fica doente,
 ela compra remdio
 na farmcia do Seu Clemente?

 Ser que ela se importa
 de ser assim, meio torta?
 Quem  que cuida da rua?
 Ser que ela  minha, ser que  sua?
 Ser que  de todo mundo,
 ou da tal Prefeitura?
<R->

<R+>
Murilo Cisalpino. *Muito prazer, dona rua*! So Paulo, 
  Scipione, 1996.
<R->
<P>
O que diz o texto

<R+>
1- Na sua opinio, o que o autor quis dizer ao comentar que a rua  muito perigosa? Voc concorda com ele? Por qu?

2- Observe a ilustrao do poema. Voc observa algum problema nessa rua? Qual?
 _`[{desenho de uma rua sinuosa onde se v: um casal de namorados, no porto; um menino correndo atrs da bola; um pssaro fugindo da gaiola; uma farmcia e uma padaria. No meio da rua aparece um buraco_`]
 
 3- Nesse poema so citadas algumas pessoas que participam do cotidiano da rua. Quem so elas?
 4- De acordo com o poema, quais so os estabelecimentos comerciais existentes nessa rua?
<R->

<60>
<P>
Atividades

<R+>
1- Escreva algumas frases que descrevam como  a rua onde fica sua casa.
 2- De que voc mais gosta em sua rua? Por qu?
 3- De que voc menos gosta em sua rua? Por qu?
 4- Voc tem amigos que moram em sua rua? Cite o nome de alguns deles.

 5- Quais dos estabelecimentos comerciais apresentados abaixo existem na rua onde voc mora? 
 farmcia -- lanchonete -- loja de roupas -- mercado -- padaria -- posto de gasolina -- sorveteria -- aougue
 a) Escreva outros tipos de estabelecimentos comerciais que existem no lugar onde voc mora.

6- A rua onde voc mora necessita de melhorias? Quais?

<61>
<P>
 7- Diariamente, muitas pessoas circulam pelas ruas. Algumas dessas pessoas so trabalhadores que exercem suas atividades pelas ruas das cidades.
  Observe as fotografias a seguir e escreva qual profissional est sendo retratado em cada uma delas.
<R->

<R+>
_`[{descrio das fotografias:
  A -- Um homem distribuindo a correspondncia, nas residncias.
  B -- Homens recolhendo o lixo da rua.
  C -- Um homem carregando, nas costas, um bujo de gs_`]
<R->

<R+>
8- Conte aos colegas um fato que voc acha importante e que ocorreu em sua rua.
<R->

<62>
<P>
<R+>
Minhas idias, nossas idias
<R->

  No texto das pginas 75 a 76, o autor faz as seguintes perguntas:

<R+>
Quem  que cuida da rua?
 Ser que ela  minha, ser que  sua?
 Ser que  de todo mundo,
 ou da tal Prefeitura?
<R->

<R+>
 Na sua opinio, quem deve cuidar da rua? Por qu?
<R->

  Hoje em dia,  comum ver lixo espalhado pelas ruas. Esse  um problema que afeta a maioria das cidades brasileiras.
  Para tentar resolver esse problema,  preciso conscientizar as pessoas da importncia de no sujar as ruas. Algumas pessoas acham que multar quem suja a rua poderia ser uma soluo para conscientiz-la de que no se deve fazer isso. Outras acham que no.
<P>
  Veja qual  a opinio de dois jovens sobre esse assunto.

<R+>
Voc apoiaria uma lei para multar quem joga lixo na rua?
<R->

  *SIM* "Acho legal multar quem joga lixo na rua, principalmente nas praias,  a nica maneira de educar as pessoas, seno ningum faz nada para mudar. Mas  lgico que o governo tem de cooperar e colocar mais lixeiras na cidade."

<R+>
Raphaella Gomes, 17, So Paulo, SP
<R->

  *NO* "No sou a favor da multa porque  muita imposio. As pessoas devem ter conscincia de que lixo na rua  ruim.  preciso criar *campanhas* e colocar mais lixeiras, mas, uma lei que 
<P>
obrigue as pessoas a fazer isso, acho pssimo."

<R+>
Maicol Lopez Tognini, 17, So Paulo, SP

*Folhateen/Folha de S. Paulo*, 09/11/1998.

1- E voc, o que pensa sobre a aplicao de multa para as pessoas que sujam as ruas?
 2- O que voc acha que pode ser feito para que as pessoas deixem de sujar as ruas?
 3- Quais atitudes voc toma para colaborar com a limpeza das ruas?
<R->

<63>
<R+>
A convivncia entre as pessoas
  da rua
<R->

  At alguns anos atrs, era bastante comum ver as famlias que moravam vizinhas reunirem-se na calada da rua para conversar.
  Veja o que dona Alice, uma senhora de mais de 85 anos, conta sobre esse costume entre os vizinhos da rua em que ela morava, por volta de 1930.

  [...] A minha rua era calma, os vizinhos punham as cadeiras na calada de tarde para conversar. [...]

<R+>
Ecla Bosi. *Memria e sociedade*: lembranas de velhos. So Paulo, Companhia das Letras, 1994.
<R->

  Hoje em dia, cenas como a descrita por dona Alice esto se tornando cada vez mais difceis de ver. As pessoas esto preferindo se dedicar a outras atividades a ficar na calada conversando com os vizinhos.
  Porm, em algumas cidades pequenas, esse costume permanece entre os moradores.
<P>
<R+>
 Na rua onde voc mora, os vizinhos tm o costume de se encontrar e sentar em frente s casas para conversar?
 Na sua opinio, por que muitas famlias vizinhas esto perdendo o costume de se reunir nas caladas da rua para conversar?
<R->

<64>
  Em alguns bairros, as ruas no so muito movimentadas e tornam-se um espao onde as crianas podem brincar e conviver com os colegas diariamente.
  As brincadeiras de rua so bastante divertidas e algumas nunca saem de moda.
  Veja o que diz uma menina chamada Marina, de 11 anos.

  [...] "Eu troco qualquer programa de tev para ficar na rua brincando com meus colegas." [...]

<R+>
*Estadinho/O Estado de S. Paulo*, 04/06/1994.
<R->

<R+>
 No lugar onde voc mora  possvel as crianas brincarem na rua? Por qu?
 Voc costuma brincar na rua? Por qu?
<R->

  As brincadeiras de rua realizadas pelas crianas so bastante variadas. Esconde-esconde, pega-pega, amarelinha, brincadeiras de roda e soltar pipas so as mais comuns de ver.
  Brincar na rua pode ser bastante divertido, porm so necessrios alguns cuidados.

<R+>
_`[{desenho mostrando uma criana que olha com ateno para os lados, antes de ir pegar a bola, no meio da rua_`]
<R->

<R+>
 Observe a ilustrao e diga qual cuidado est sendo retratado.
 Converse com os colegas sobre esse e outros cuidados que se deve tomar ao brincar na rua. 
<R->

<65>
 bom saber 

  No  somente aqui no Brasil que as crianas tm o costume de se divertir brincando com os amigos nas ruas. Em outros pases isso tambm acontece. Muitas das brincadeiras preferidas por essas crianas so semelhantes s que conhecemos aqui, outras so bem diferentes.
  Veja algumas brincadeiras de crianas que vivem nos Estados Unidos e na Nova Zelndia. 

EUA
  *Read Lion*

<R+>
-- Nmero de participantes: mais de 8.
 -- Descrio: um dos jogadores  escolhido para ser o leo. A calada serve de toca do leo e os outros jogadores ficam na rua. A criana que quiser desafiar o leo tem que tocar em sua juba no limite dos territrios. Depois da provocao, o leo pode saltar de sua toca perseguindo qualquer um dos participantes. Quem conseguir chegar at a outra calada sem ser pego pelo leo estar salvo at a prxima rodada.
<R->

Nova Zelndia
 Elstico

<R+>
-- Nmero de participantes: dois ou mais.
 -- Material: um elstico de aproximadamente um metro.
 -- Descrio: amarra-se as pontas do elstico e o transpassa nas duas mos. Passa os dedos de um lado para o outro fazendo formas das mais variadas possveis. O outro jogador deve retirar o elstico de sua mo, passando para a mo dele sem que o elstico perca a sua forma. Quem 
<P>
  perder a forma do elstico sai do jogo e vence quem sobrar.
<R->

<R+>
*Estadinho/O Estado de S. Paulo*, 04/06/1994.
<R->

<R+>
 Voc conhece brincadeiras semelhantes a essas? Quais?
<R->

<66>
Passeando pela histria

<R+>
Brincadeiras de rua de ontem 
  e de hoje
<R->

  Antigamente, as crianas costumavam brincar mais na rua com seus vizinhos do que as crianas de hoje.
  Leia um texto que mostra como eram as ruas h cerca de cem anos e como as crianas se divertiam naquela poca. Voc ver que algumas brincadeiras de hoje em dia no so muito diferentes das realizadas naquele tempo.
  [...] Os meninos e as meninas do comeo do *sculo* tinham mais liberdade de brincar nas ruas do que os jovens de hoje. No havia o problema da violncia como existe hoje nas cidades grandes, e o pouco movimento de carros, bondes e carroas nos bairros colocava  disposio das crianas amplos espaos urbanos para as brincadeiras.
  Brincavam de amarelinha, pegador, leno-atrs, pular corda, barra-manteiga, boca-de-forno, passa-anel, chicote-queimado, bento-que-bento-frade.
  Os meninos jogavam futebol no meio das ruas ou nos campos de vrzea. [...]
<67>
  As crianas no tinham brinquedos comprados em lojas. A maioria das brincadeiras era feita nas ruas e envolvia apenas as habilidades de correr, se esconder, pular, cantar, declamar versinhos. Os brinquedos que existiam eram, em sua maioria, feitos em casa, como a bola de meia, as bonecas de pano e os carrinhos feitos com rodas de carretel de linha. Os meninos faziam, tambm, pipas e bales.
  As meninas brincavam muito de ciranda e conheciam muitas cantigas:

<R+>
*Eu fui no Itarar
 beber gua e no achei
 Dei adeus  morena
 que no Itarar deixei.
 Acredite minha gente
 que uma noite no  nada,
 se no dormir  noite,
 dormirei de madrugada*. [...]
<R->

<R+>
Nicolina Luiza de Petta. *A fbrica e a cidade at 1930*. So Paulo, Atual, 1995.
<R->

<R+>
1- H alguma dessas brincadeiras que voc no conhece? Qual?
 2- Voc conhece outra cantiga de roda? Qual?
<R->

<68>
<P>
Festas e comemoraes na rua 

  As ruas sempre foram espaos utilizados pelas pessoas para a realizao de festas ou comemoraes de fatos e datas importantes.
  Observe alguns exemplos nas fotografias a seguir.

<R+>
A --
 _`[{descrio das fotografias a seguir.
 Bloco de folies com um grande boneco_`]
 Legenda: Carnaval realizado nas ruas da cidade de Olinda, no estado de Pernambuco, em 1999.

B --
 _`[{um grupo de pessoas com roupas caipira, danando e marcando o ritmo das msicas com palmas_`]
 Legenda: Festa junina realizada em uma rua da cidade de Campina Grande, no estado da Paraba, em 1998.

<69>
C --
 _`[{uma banda de msica_`]
 Legenda: Desfile de 7 de Setembro em uma rua da cidade de So Paulo, em 1989.

D --
 _`[{um grupo de pessoas com mscaras e roupas coloridas_`]
 Legenda: Festa de Folia de Reis realizada em uma rua da cidade de Bebedouro, no estado de So Paulo, em 1986.
<R->

<R+>
 No lugar onde voc mora, as pessoas tm o costume de comemorar datas importantes ou de realizar festas nas ruas? Em quais ocasies?
 Quando chega a poca do Natal, as ruas de algumas cidades geralmente so decoradas com luzes e enfeites coloridos. Isso tambm ocorre no lugar onde voc vive?
<P>
 Voc j participou de alguma festa ou comemorao realizada nas ruas de sua cidade? Qual? Comente com os colegas. 
<R->

<70>
Nomes de rua

  Os nomes de rua variam bastante, e cada um deles tem uma origem e um significado prprios.
  As ruas podem receber nome de pessoas importantes, como poetas, escritores, cantores, grandes inventores, presidentes da Repblica. Os nomes podem tambm estar relacionados a datas comemorativas ou a fatos da histria do Brasil, a nome de cidades, estados ou pases. Podem referir-se, ainda, a nome de flores ou de aves.
<P>
Atividades

<R+>
1- Junte-se a um colega e tentem identificar a que ou a quem se refere o nome da rua ou avenida que aparece em cada uma das placas representadas a seguir.
 a) Rua Monteiro Lobato
 b) Rua 7 de Setembro
 c) Rua Tucano
 d) Avenida Getlio Vargas
<71>
 e) Avenida Santos Dumont
 f) Rua Minas Gerais
 g) Avenida Brasil
 h) Rua Das Rosas
<R->

Passeando pela histria

Nomes de rua no passado

  No Brasil, nem sempre as ruas receberam nomes como os de hoje. H cerca de quatrocentos anos, as pessoas orientavam-se de modo diferente pelas ruas das cidades.
  Veja como eram denominadas as ruas naquela poca.

  [] Os nomes das ruas no homenageavam algum importante; eram indicaes prticas: "rua que vai para a igreja de Santo Antnio" ou "rua que sai do *Trapiche*". Com o tempo, ficaram sendo rua de Santo Antnio, rua do Trapiche. []

<R+>
Hernni Donato. *O cotidiano brasileiro no sculo XVI*. So Paulo, Melhoramentos, 2000.
<R->

<72>
As ruas so modificadas 

  As ruas de uma cidade so modificadas pelo ser humano com o passar do tempo. Algumas passam por poucas mudanas, outras mudam tanto que, se comparar uma fotografia dela atual com uma antiga, fica difcil de acreditar que se trata do mesmo lugar.
  As descries das fotografias a seguir retratam uma mesma rua em duas pocas diferentes.  

<R+>
A- Avenida Paran, no municpio de Londrina, estado do Paran, por volta de 1950.
<R->

<73>
<R+>
B- Avenida Paran, no municpio de Londrina, estado do Paran em 2002.
<R->

O que dizem as imagens

<R+>
 Responda s questes.
 1- Quantos anos se passaram entre a fotografia A e a fotografia B?
 2- Converse com os colegas e identifiquem algumas das mudanas que foram realizadas nessa rua de uma poca para outra.
 3- Na sua opinio, por que essa rua passou por tantas transformaes?
<R->

<74>
<P>
Atividades

<R+>
1- A ilustrao abaixo representa uma rua nos dias atuais. Nessa rua, foram colocados alguns elementos que pertencem a uma poca antiga. 
  Identifique quais so esses elementos e escreva seus nomes.
<R->

<R+>
_`[{descrio da ilustrao:
  Desenho mostrando: pessoas atravessando na faixa de pedestres; crianas na calada; uma mulher de chapu e vestido antigos; um rapaz com dois cachorros; semforos, carros, avio antigo, orelho, bonde puxado por burros, bicicleta e carro antigos_`]
<R->

<75>
<P>
Vivendo nas ruas

  Infelizmente, para muitas pessoas, as ruas so o nico lugar que elas tm para morar.
  Devido  falta de dinheiro para poder comprar ou alugar uma casa, muitas famlias passam a viver nas ruas, abrigando-se embaixo de viadutos ou de *marquises* de construes. Para sobreviverem, muitas vezes, essas famlias dependem da ajuda de outras pessoas.
  A fotografia a seguir retrata esse tipo de problema. Observe-a.

<R+>
_`[{descrio da fotografia:
  Barracos feitos com pedaos de madeira, plsticos e papelo; animais soltos, caixotes, latas e muito lixo espalhado_`]
 Legenda: Esta fotografia, tirada em 1999, retrata alguns barracos erguidos embaixo de um viaduto. Esse problema  bastante comum em vrias cidades do Brasil.
<R->

O que diz a imagem

<R+>
1- Que materiais foram utilizados para montar os barracos retratados na imagem acima?
 2- Quais impresses essa fotografia provocou em voc?
 3- Na sua opinio, o que faz com que uma pessoa no tenha condies para comprar ou alugar uma casa para morar?
 4- O que voc acha que se deve fazer pelas pessoas que no tm uma moradia adequada para viver?
<R->

<76>
Mais atividades

Em casa

  Converse com seus pais ou outros adultos de sua famlia e pergunte a eles qual  o significado ou a origem do nome da rua em que vocs moram.
  Traga as informaes para a sala de aula, mostre-as aos colegas e aproveite para tambm conhecer o significado do nome das ruas em que eles moram.

Entrevista

  Converse com um antigo morador da sua rua e procure saber como era a rua antigamente.
  Veja o roteiro de sua entrevista.
<R+>
 Nome do entrevistado: .....
 Idade: ..... 
 Data da entrevista: .....

 1- H quanto tempo voc mora nessa rua?
 2- Quais foram as mudanas que ocorreram na rua desde que voc passou a morar nela?
 3- Algo permaneceu igual nessa rua desde a poca em que voc passou a morar nela at os dias de hoje? O qu?
<R->

  Apresente sua entrevista aos colegas da sala de aula. Depois, com eles e o professor, faam um 
<P>
levantamento das principais mudanas que so realizadas em uma rua.

               oooooooooooo               

Fim da Primeira Parte